Somos a geração
“difícil” de se lidar e “ninguém nos entende”
Introdução – O’que é a Geração Z?
Por definição,
a Geração Z — em alguns lugares também chamada de Zoomers —
somos nós: pessoas nascidas entre 1995 e 2010. Muito velhos para ver o homem
chegar à Lua ou a Constituição de 1988 ser formada, e muito novos para
testemunhar os primeiros carros voadores, mas no tempo certo para acompanhar a
transição do mundo para os anos 2000 e entrar na era digital de maneira
saudável.
Também somos a
geração com mais transtornos mentais relacionados ao estresse prolongado, o que
nos torna a geração que mais busca cuidados e tratamento apropriado em vez de
simplesmente “aceitar”, seguir em frente ou ignorar.
Nunca poderemos
dizer que “no nosso tempo não tinha isso”.
O ’que os números dizem sobre nós?
Em junho deste
ano, a Harmony Healthcare IT – uma empresa focada em gestão de
dados de saúde – realizou um levantamento sobre
a saúde mental da Geração Z. A pesquisa revelou que pelo menos 46%
das pessoas entre 18 e 28 anos já foram diagnosticadas com alguma condição
mental, e 37% dos que não possuem diagnóstico suspeitam ter algum
transtorno.
Os transtornos
mais frequentes são a ansiedade e depressão cujo as principais causas apontadas
incluem a comparação constante nas redes sociais, a incerteza sobre o futuro
(principalmente o profissional) e a situação econômica mundial. Criou-se um
medo generalizado de não alcançar o próprio sucesso, de ser abandonado e uma
preocupação com um futuro que, apesar de ter sido “entregue” a nós, não
transmite confiança de verdade.
Grande parte de
toda essa ansiedade está relacionada ao trabalho, mo Brasil a média é
que pessoas entre 18 e 24 anos permaneçam apenas 12 meses em
um mesmo emprego antes de buscar outra oportunidade. O mercado de trabalho
tradicional — no qual nossos pais e avós atuaram — já não é atrativo. Somos a
primeira geração que, quando sobrecarregada ou desanimada, não hesita em
procurar empregos com condições melhores ou que possibilitem equilibrar vida
pessoal e profissional.
O ‘que nos espera daqui pra frente?
Graças a isso
nos tornamos a geração que mais busca ajuda profissional e desenvolvemos maior
facilidade para falar abertamente sobre esses problemas. Hoje, as pessoas estão
mais confortáveis em admitir que precisam de apoio e que não podem lidar com
tudo sozinhas — aliás, que não devemos lidar com tudo sozinhos.
Uma pesquisa
realizada pelo Thriving
Center of Psychology no final de 2023 revelou que pelo menos 55%
das pessoas entre as gerações Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) e Z fazem
ou já fizeram terapia. Além disso, 1 em cada 4 pessoas planeja
continuar o tratamento pelo maior tempo possível.
Ainda há um
longo caminho a ser percorrido, principalmente em relação às barreiras
culturais que marcaram as gerações anteriores e que, por muito tempo impediram
o tratamento adequado, criando mais gerações adoecidas e necessitadas, porém
agora temos finalmente os meios para quebrar esse ciclo e nos sentirmos um
pouco mais felizes com nós mesmos.
Referências
Esse texto foi
montado a partir de uma série de pesquisas e outros textos jornalísticos, segue
as minhas principais fontes na hora de escrever:
- https://www.harmonyhit.com/state-of-gen-z-mental-health/
- https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/geracoes-y-e-z-tem-niveis-mais-altos-de-ansiedade-diz-psicologa/
- https://thrivingcenterofpsych.com/blog/gen-z-millennial-therapy-statistics/?utm_source=chatgpt.com
- https://revistalide.com.br/noticias/pesquisas-estudos/geracao-z-e-a-mais-ansiosa-estressada-e-deprimida-em-comparacao-as-anteriores
- https://www.bbc.com/portuguese/geral-60788360
- https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2025/08/20/por-que-os-jovens-pedem-mais-demissao-saiba-o-que-cada-geracao-valoriza-e-por-que-pensam-tao-diferente.ghtml
- https://forbes.com.br/carreira/2025/04/mais-proposito-menos-paciencia-o-que-a-geracao-z-quer-do-trabalho/
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